2007 – 2013

Transformers


O sucesso de Transformers, o Filme e de Transformers 2: A Vingança dos Derrotados é fruto tanto da nostalgia dos antigos fãs dos anos 1980 quanto da paixão que a nova geração tem por robôs gigantes e filmes de carros envenenados.
Aproveitamos a estreia do segundo longa da cinessérie pra revelar a verdadeira história dos heróis robóticos nos quadrinhos!
E mais: Um gibi de terror pra ler na internet, meu curso de HQ de humor e o merchan safado da MAD!
A origem dos Transformers
A história dos robôs que se transformam em veículos começou muito antes dos gibis, das animações e dos filmes. Em 1980, a Hasbro comprou os direitos da fabricante de brinquedos japonesa Takara pra distribuir duas séries de bonecos: Diaclone e Microman.
Para suprir a falta de um plano de divulgação da empresa japonesa, a distribuidora norte-americana preparou um estratégia especial pra promover a linha de brinquedos nos Estados Unidos.
Foi desse investimento que, em 1984, surgiu o nome Transformers – fruto de uma parceria entre a Hasbro e a editora Marvel (aquela do Homem-Aranha e dos X-Men).
A Casa das Ideias produziu uma série de quadrinhos e um desenho animado pra televisão (que durou cinco temporadas).
A Marvel teve uma experiência semelhante em 1982, quando fez o mesmo com a linha de brinquedos G.I. Joe (conhecidos por aqui como Comandos em Ação) – e foi uma verdadeira febre entre as crianças.
O programa de TV deu origem ao longa-metragem Transformers, The Movie (1986), que tinha um talentoso elenco de dubladores, incluindo Leonard Nemoy (Galvatron) e Orson Wells (Unicron).
Posteriormente, a série de TV deu origem a diversas outras versões do conceito de robôs transmorfos, como as séries Beast Wars (1996) e Beast Machines (1999).
Vamos deixar as séries animadas de lado, pois vamos focar na trajetória dos Transformers nos quadrinhos.
A saga dos Quadrinhos
Os conceitos da série e a guerra entre dois grupos de robôs alienígenas foram criados pelo então editor-chefe da Marvel Jim Shooter (que começou sua carreira escrevendo histórias para a Legião dos Super-Heróis da DC Comics – quando tinha apenas 14 anos).
Para colocar seu plano em prática, Shooter chamou, o não menos lendário, Dennis O’Neil (Arqueiro Verde e Lanterna Verde; Batman) para escrever os roteiros. No entanto, após diversas revisões e alterações de seu trabalho pela fabricante Hasbro, Dennis preferiu se afastar da franquia.
O projeto era uma verdadeira “batata quente” que passou por diversos editores e escritores da Marvel. Até cair nas mãos do editor Bob Budiansky, que aceitou o desafio.
Por uma semana, ele fez toneladas de revisões no que estava pronto e criou novos nomes e perfis para os personagens. Esse trabalho foi aprovado pela Hasbro e em setembro de 1984, a Marvel lançou a HQ Transformers #1, a primeira parte de uma minissérie em quatro partes e um piloto para a televisão em três partes.
Mas graças ao tremendo sucesso, o título se tornou mensal e teve 80 edições nos Estados Unidos. Após o quarto número, Bundiasky assume o cargo de escritor regular (a série havia passado por de três roteiristas) – afinal, era ele quem dava as ideias para todas as histórias.
O escritor escreveu escreveu por volta de 50 edições pra Marvel. Por isso, ele é considerado o pai dos Transformers pelos fãs – mesmo não tendo nenhuma influência direta na série animada, na versão inglesa dos quadrinhos ou no longa-metragem.
Seus roteiros se destacavam pela humanização dos personagens e por dar ênfase ao choque cultural entre robôs alienígenas e seres humanos.
Budiansky também bolou os textos e os conceitos usados nas cartelas dos brinquedos por cinco anos.
O primeiro título terminou com um arco de cinco partes mostrando o clássico combate entre Optimus Prime e Unicron, em que Optimus derrota Unicron usando a Matriz de Criação – que era o que todos os fãs esperavam ver no longa metragem.
Em novembro de 1993, foi lançada a série Transformers Generation 2 com bons roteiros de Simon Furman que foram depreciados pelos desenhistas iniciantes Manny Galan, Derek Yaniger e Geoff Senior – infelizmente, a revista teve apenas 12 edições.
Durante esse tempo, várias minisséries foram lançadas, incluindo o crossover com os G.I. Joe, a quadrinização do filme (com roteiros do Bundiasky) e Transformers Universe – que era uma enciclopédia dos personagens.
Também houve a série inglesa que começou apenas reeditando histórias lançadas nos Estados Unidos, mas acabou tendo suas próprias aventuras – sem desvirtuar da cronologia original. O título, que tinha menos páginas, chegou a ser semanal e teve 336 edições, além dos anuais de capa dura.
Transformers UK foi a série que revelou o semi-desconhecido (exceto pelos fãs) Simon Furman, que se tornou um especialista no assunto. Suas histórias eram tão boas, que acabou sendo chamado pra dar sequência ao primeiro título americano, e encerrou a saga.
Outra fase marcante foi pelas mãos da editora Dreamwave que por ter maior liberadade de criação pode produzir histórias boas histórias – sem se preocupar com o constante lançamento de novos bonequinhos.
O sucesso de vendas nesta nova série foi fruto do saudosismo dos fãs, do enfoque nos personagens clássicos e da qualidade dos desenhos. Outra grande sacada da Dreamwave foi contratar Simon Furman para escrever a série Transformers: The War Within, que revelava um pouco mais sobre o passado de Cybertron.
Já em 2006, Bundiansky seria convidado para escrever uma adaptação para edição do aniversário de 20 anos do longa animado The Transformers: The Movie, lançado pela editora IDW.
As HQs dos Transformers no Brasil
Apesar do estrondoso sucesso no mundo todo, as aventuras clássicas dos Transformers foram publicadas por apenas dois anos no Brasil. Mas de tempos em tempos, alguma editora toma coragem e lança algumas edições, mas nada duradouro.
O primeiro título foi lançado junto com a revista D’Artagnan da Rio Gráfica e Editora, e durou apenas 12 edições.
No entanto foi apenas uma mudança editorial, pois a RGE deu lugar à Editora Globo, que lançou a revista Transformers Especial – com o dobro de páginas e um pouco mais cara.
Infelizmente, a continuidade da série foi gravemente abalada por sérios problemas editoriais, como atrasos, duas edições no mesmo mês e nenhuma no seguinte e falhas na tradução e na edição.
Como se isso não fosse suficiente, a revista publicava dois números da série original e rapidamente alcançou a cronologia americana. Depois de todo esse desleixo e falta de planejamente, o segundo título dos Transformers foi cancelado na décima edição, em novembro de 1987 – o equivalente a edição 32 da série americana.
Depois disso apenas houve uma aparição da personagem Rompe-Circuitos na revista do Incrível Hulk, durante a minissérie Guerras Secretas II.
Já em 2003, a Panini começou a publicar a minissérie em seis partes Transformers da IDW, que até teve uma edição encadernada.
No ano seguinte, a editora lançou a minissérie em sete partes Transformers Armada, aproveitando o sucesso da nova animação homônima.
Posteriormente, a On Line Editora aproveitou o lançamento do primeiro filme em 2007 pra lançar cinco edições estreladas pelos Transformers.
Duas diretamente relacionadas ao longa-metragem: Transformers: Adaptação do Filme e Transformers: Introdução ao Filme.
As outras são do título Transformers: Generations, que republica algumas histórias da série original produzida pela Marvel, na década de 1980. Todas as aventuras lançadas até agora pela On Line já foram lançadas pela RGE, que adaptava os nomes de alguns personagens para o português e cortava páginas pela falta de espaço.
Apesar da feliz iniciativa de trazer pela primeira vez estas historias em formato americano, as editora pecou pela falta de cuidado.
O material foi publicado totalmente fora de ordem, sem nenhuma referência ao que aconteceu antes e com erros graves de letreramento, tradução e revisão.
Para quem acompanhou a série no passado, a falta de qualidade vai te lembrar dos piores momentos de Transformers Especial da editora Globo. Porém, se você entrou agora no mundo dos Transformers esta é uma forma (confusa) de conhecer as histórias clássicas.
Apesar do lançamento do segundo filme, as editoras nacionais não divulgaram nenhum lançamento para este ano!
Resta torcer para que a minissérie New Avengers / The Transformers: Man and Machine seja publicada por aqui, pois tem roteiros de Stuart Moore (Wolverine) e lindos desenhos de Tyler Kirkham (X-Men – Phoenix Warsong), além de capas de Ed McGuinness (Superman/Batman). Também aguardamos o lançamento do material inédito feito pela IDW nos últimos anos.

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